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NOTÍCIAS & OBRAS

Atento à disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ durante a estiagem, Consócio divulga documento para ampliar aproveitamento de água de chuva

quinta, 25 de junho de 2020

O Consórcio PCJ iniciou, na última semana, o envio aos municípios e empresas associados à entidade, entre eles Pedreira, documento contendo marcos legais para o aproveitamento de água de chuva, com o objetivo de fomentar a implantação de sistemas e obras para a ampliação da oferta hídrica. Essas ações se mostram propícias para serem iniciadas durante o período de estiagem, para se preparar para armazenar a água do próximo período chuvoso, previsto para iniciar no mês de outubro.

A busca por soluções ambientalmente vantajosas e viáveis para garantir a ampliação da disponibilidade hídrica tem sido um verdadeiro desafio para os municípios localizados nas Bacias PCJ. Com índices de disponibilidade hídrica bastante limitados, a bacia é responsável por garantir o abastecimento de água para mais de 5,7 milhões de habitantes da região e de outros 9 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), o que exige do sistema de gerenciamento de recursos hídricos planos alternativos de contingenciamento em caso de agravamento de estiagens.

Dos 76 municípios que compõem a Região Hidrográfica do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), apenas 32 são abastecidos por rios que recebem vazões adicionais liberadas pelo Sistema Cantareira. A maioria das demais cidades não possuem um sistema de reserva estratégica ficando na dependência de captações a fio d’água local e, consequentemente, são mais suscetíveis a sofrerem problemas de abastecimento e falta de água em épocas de estiagem como a que a região enfrenta atualmente com a chegada do “período seco”.

O documento enviado pelo Consórcio PCJ aos associados é intitulado “Compilado Legal sobre Incentivo ao Aproveitamento de Águas Pluviais” e contém uma série de sugestões de leis voltadas para ações nesse sentido, além de exemplos de projetos já implantados. O objetivo do Consórcio é estimular o planejamento de atividades e projetos para preparar municípios e empresas para a estiagem do próximo ano com a ampliação da capacidade de reservação de água das Bacias PCJ.

O Consórcio PCJ recomenda ainda aos associados investimentos na implantação de reservatórios em residências e até mesmo em empreendimentos industriais e comerciais para captação, armazenamento e reutilização de água de chuva. O recurso armazenado poderá ser utilizado em períodos de estiagem para descargas de sanitários, lavagens de pátios e irrigação de jardins, nas plantas industriais e centros comerciais e para fins domésticos (jardins, lavagem de carros e quintais) como forma de reduzir o consumo de água potável em usos menos nobres, já que tais atividades não demandam este tipo de recurso.

Outra sugestão apontada pela entidade é o investimento na manutenção de áreas permeáveis nos lotes urbanos. A existência de áreas verdes nas construções permitirá maior infiltração da água no solo e, consequentemente, a recarga do lençol freático. A ampliação da permeabilidade do solo auxiliará, principalmente, os 44 municípios que não são atendidos pelo Sistema Cantareira.

As iniciativas propostas pelo documento estão em consonância com a meta número 27, que trata do aproveitamento de água pluvial para atividades menos nobres, do projeto “Metas para a Sustentabilidade Hídrica Futura frente aos Desafios Climáticos (MSHF)”, realizado pelo Consórcio PCJ.

Para o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, “a sustentabilidade hídrica de uma região crítica como as Bacias PCJ somente será alcançada com uma somatória de iniciativas e ações complementares que irão, inclusive, garantir o atingimento a universalização do saneamento, uma excelente resposta preventiva para pandemias como a da COVID 19”.

Lahóz ainda completa que “o ideal seria todos os municípios das Bacias PCJ possuírem um reservatório de água bruta para usos múltiplos, garantindo a sua própria sustentabilidade hídrica, mesmo que por um período, enquanto os demais suprimentos viriam de água acumulada em cisternas ou da recarga do lençol freático e consequente revitalização de nascentes, ampliando as vazões dos rios e a oferta hídrica”.

O documento foi enviado aos associados da entidade e está disponível para acesso no site do Consórcio PCJ, em “Biblioteca Digital” – www.agua.org.br/biblioteca.

 

DICOM – DEPARTAMENTO DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDREIRA-SP

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SAAE instala novo Reservatório de Água no Jardim Santa Clara

quarta, 17 de junho de 2020

Segundo informou o diretor geral da autarquia Leonardo Selingardi, a obra está localizada na Rua Cândido Bassan e terá capacidade para 400 mil litros de água. “Essa melhoria beneficiará o bairro todo, principalmente as ruas mais altas como a Florindo Pelatti, Francisco Marinelli e Adolfo Graciola, que sofrem com problemas durante altas demandas de consumo”, concluiu Leonardo Selingardi.

O prefeito Hamilton Bernardes Junior destaca que o SAAE vem investindo em diversos pontos da cidade, para garantir a distribuição de água com qualidade à população. “Estamos implantando melhorias para que o consumidor receba diariamente água com a máxima eficiência, no total serão R$ 20 milhões de investimentos entre convênios com os governos Federal, Estadual e recursos próprios”, ressaltou o prefeito Bernardes.

O novo Reservatório de Água localizado na Rua Cândido Bassan, no Jardim Santa Clara está em fase final de construção e em breve estará operando para atender a população moradora nesta importante área de Pedreira.

 

DICOM – DEPARTAMENTO DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDREIRA-SP

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SAAE divulga balanço dos serviços prestados durante o mês de Maio de 2020

quarta, 10 de junho de 2020

O Departamento Operacional do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Pedreira (SAAE) encaminhou, ao prefeito Hamilton Bernardes Junior, o relatório dos serviços desenvolvidos no mês de Maio de 2020. Foram efetuadas 592 ações pelos técnicos da Autarquia.

O diretor geral Leonardo Selingardi informa que foram realizados os seguintes atendimentos no setor de água: 68 vazamentos na rua; 69 vazamentos nas calçadas; 47 vazamentos em cavaletes; 46 trocas de registros; 12 atendimentos por falta de água; 9 (nove) por pouca pressão; 15 novas ligações de água; 2 (duas) mudanças de Hidrômetro; 2 (duas) trocas de Cavalete; 223 viagens do Caminhão Pipa; 1 (uma) troca Válvula de Pressão. No setor de Esgoto foram efetuadas: 15 novas ligações; 116 desobstruções; 20 desobstruções de PV; 50 limpezas de Fossa; 23 intervenções com Hidrojato.

Para o prefeito Hamilton Bernardes Junior é importante destacar que as equipes da Autarquia estão sempre preparadas para contemplar a população com ações rápidas e eficientes, melhorando assim a qualidade dos serviços prestados aos munícipes.

O diretor de operações Nelson Cremasco diz que para atender à grande demanda, o trabalho é forte, muitas vezes, fora do horário de expediente, bem como aos sábados, domingos e feriados, quando ocorrem problemas que exigem soluções imediatas. “Há um grande comprometimento da equipe e isso é fundamental para quem atua num setor como esse, cheio de desafios a cada dia”, declarou Cremasco.

 

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PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDREIRA-SP

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SAAE de Pedreira está instalando uma nova Estação de Tratamento de Água

quarta, 03 de junho de 2020

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto está instalando uma nova Estação de Tratamento de Água junto às demais já existentes, localizadas na Vila Santo Antônio.

Segundo informou o diretor geral do SAAE, Leonardo Silingardi, a nova Estação tratará 252 mil litros de água por hora, aumentando em mais de 40% a capacidade de tratamento para a população.

O prefeito Hamilton Bernardes Junior destaca que serão investidos nesta nova Estação de Tratamento de Água cerca de R$ 2 milhões, de um total de R$ 20 milhões que beneficiarão diretamente a população. “A equipe técnica da empresa vencedora da licitação e que está fornecendo está nova e moderna Estação de Tratamento de Água estão trabalhando em sua montagem e assim que tudo estiver pronto ela entrará em operação e assim desafogando o fornecimento e atendendo melhor e com qualidade a população pedreirense”, ressaltou o prefeito Hamilton Bernardes Junior que esteve visitando a Estação de Tratamento de Água e conferindo os trabalhos de instalação desta nova Estação de Tratamento. 

 

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Intensificação da estiagem em 2020 e crise do Coronavírus fazem Consórcio PCJ reeditar medidas preventivas intituladas “Mandamentos da Estiagem”

segunda, 01 de junho de 2020

Foi o abril mais seco dos últimos 130 anos, com precipitações próximas a zero, que impactaram as chuvas do quadrimestre (janeiro a abril), já que choveu 38% abaixo da média histórica, segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI) da Unicamp.

A ocorrência desse evento extremo somada à crise gerada pelo Coronavírus, na qual medidas de higiene se tornaram essenciais para o controle da pandemia e, portanto, a água se mostra fundamental, levaram o Consórcio PCJ, o qual Pedreira faz parte desde sua fundação, a reeditar os “Mandamentos da Estiagem”, com o objetivo de orientar os municípios e empresas para que se preparem para uma possível seca mais severa.

Os mandamentos foram originalmente elaborados pela primeira vez, em 2014, durante a mais grave crise hídrica vivida pelas Bacias PCJ, que quase zerou as reservas do Sistema Cantareira, com os reservatórios operando com o volume morto (reserva estratégica, no linguajar técnico). A versão 2020, dos Mandamentos acrescentou entre outras ações, medidas para conter a infecção pela Covid-19, a segurança dos operadores dos serviços de água, apoio social no fornecimento de álcool em gel para comunidades carentes e preparar os sistemas de abastecimento para que não ocorra interrompimento do serviço.

No que tange a sustentabilidade hídrica e eventos climáticos extremos, os Mandamentos da Estiagem sugerem que os estoques de suprimentos sejam adequados para operação de até seis meses, mapear possíveis fontes alternativas de abastecimento, construção de pequenos reservatórios, bacias de retenção e piscinões ecológicos, mapeamento de pontos críticos de abastecimento em áreas urbanas e rurais, com elaboração de planos de contingenciamento o quanto antes, além de cadastro de poços artesianos e caminhões pipas para possíveis ações emergenciais. No total, houve um acréscimo de mais 20 medidas contingenciais, somando 30 Mandamentos da Estiagem.

Segundo o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, todos os anos, no início da estiagem, o Consórcio PCJ envia um comunicado aos municípios e empresas que integram a entidade, com recomendações acerca do período seco, com o objetivo de deixá-los mais preparados para ações de contingenciamento, se necessário. “Apesar de estarmos num período de estiagem bem típico, as chuvas de janeiro e fevereiro não recarregaram de forma adequada o lençol o freático, mas tem garantido as vazões dos nossos rios, é preciso estarmos atentos”, comenta.

Ainda que o Sistema Cantareira opere confortável, acima dos 61%, Lahóz atenta que 32 municípios das Bacias PCJ são atendidos pelas águas desses reservatórios, outros 44 não possuem acesso à essa reserva estratégica, por se abastecerem de rios que não estão a jusante do sistema. “Esses municípios requerem cuidado especial, pois, não possuem outra fonte de abastecimento senão a captação a fio d’água (em rios) ou em poços, para esses os Mandamentos da Estiagem é ainda mais essencial”, diz Lahóz.

OS MANDAMENTOS DA ESTIAGEM DURANTE A CRISE DO COVID-19

1) Identificar os pontos críticos de insegurança hídrica em áreas urbanas e rurais para planejamento e implantação de medidas de contingência o quanto antes possível;

2) Montar estratégias o mais rápido possível para diversificação de fontes para o uso dos recursos hídricos disponíveis, de acordo com as necessidades prioritárias e disponibilidade hídrica da região;

3) Iniciar medidas estratégicas de emergência, incluindo captação de água por fontes alternativas e seguras, como as águas subterrâneas, o abastecimento através de caminhões-tanque e incentivos para a redução do consumo de água na agricultura e indústria;

4) Incentivar a implantação de novas tecnologias mais eficientes no consumo de água, como o gotejamento na agricultura, o reuso na indústria, e tecnologias inteligentes em escolas e prédios públicos (torneiras e cisternas).

5) Em caso de escassez aguda de água, planejar maneiras alternativas de realizar a higiene das mãos, como o fornecimento de álcool em gel 70° e outros produtos de limpeza e higiene pessoal nas áreas mais afetadas e também para a população mais carente;

6) Sob carência de água, garantir que grupos mais vulneráveis tenham acesso adequado à água, como, crianças, idosos e pessoas com deficiência;

7) Adotar medidas, amparadas pela ciência, de prevenção ao contágio do Covid-19. Preferencialmente, determinadas por órgãos de saúde tais como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Ministério da Saúde.

8) Equipar os profissionais das concessionárias de água e esgoto com equipamentos de proteção individuais (EPIs) indicados para proteção contra o contágio do Covid-19, tais como máscaras, luvas e álcool em gel 70°;

9) Orientar e instruir os profissionais das concessionárias de água e esgoto sobre o uso correto dos EPIs bem como de outras medidas de precaução estabelecidas;

10) Mapear as comunidades e regiões sem atendimento adequado aos serviços de saneamento, para prover elas de álcool em gel 70° e outros produtos de limpeza e higiene a fim de conter o avanço do Covid-19;

11) Adotar estratégias para contingenciamento dos eventos extremos relacionadas as ações de infraestrutura verde, tais como a implantação de piscinões ecológicos em áreas urbanas e bacias de retenção em áreas rurais, favorecendo a infiltração da água no solo e, consequentemente, a recarga do lençol freático e manutenção das nascentes.

12) Realizar previamente simulações do fluxo de caixa considerando diferentes cenários de inadimplência e atrasos nos pagamentos, com o objetivo de identificar possíveis problemas financeiros e soluções para superá-los, em casos de pandemia e outras situações excepcionais.

13) Aumentar o estoque de suprimentos essenciais no tratamento de água para período de pelo menos 6 meses. Buscar armazenar o estoque em depósitos

complementares caso não exista capacidade nos espaços habitualmente utilizados para esse fim.

14) Promover e incentivar a capacitação e participação de funcionários em cursos, seminários e webinars voltados para soluções alternativas e inovadoras que promovam melhoria no sistema e aumento da segurança hídrica.

15) Apoiar todas as reivindicações e recomendações ambientais da promotoria pública regional, estadual e federal, bem como das instituições de comando e controle;

16) Realizar cadastro prévio de caminhões pipas pelas prefeituras e empresas, sendo que os caminhões que transportam água bruta não poderão transportar água potável, devido ao risco à saúde pública por contaminação da água;

17) Acesso e cadastro pelas prefeituras de todos os poços de água subterrânea disponíveis no município;

18) Cobrar dos organismos gestores as responsabilidades previstas em lei;

19) Elaboração de um modelo de decreto municipal com medidas para o controle dos desperdícios de água realizados pela população;

20) Prever o direito à cidadania e ao uso prioritário dos recursos hídricos para o consumo humano e dessedentação dos animais;

21) Sensibilizar a população quanto às consequências das captações e lançamentos irregulares, e aumentar a fiscalização para impedir que elas aconteçam;

22) Sensibilização, preservação e recuperação de nascentes nas áreas rurais, e reflorestamento das matas ciliares dos rios;

23) Fomento e implantação de programas que visem o pagamento por serviços ambientais nos municípios;

24) Implantação do saneamento rural por meio da construção de fossas sépticas na zona rural, e tratamento de 100% do esgoto urbano municipal;

25) Construção de pequenos reservatórios e cisternas para captação de água de chuva em propriedades rurais;

26) Sensibilizar e conscientizar toda a sociedade sobre a problemática dos recursos hídricos em nossa região através da educação ambiental;

27) Implantação de reúso de água, aproveitamento de água pluvial para atividades menos nobres e lavagem a seco de veículos;

28) Declaração de estado de emergência ou calamidade pública devido à estiagem através da criação de decretos municipais;

29) Articulação regional para conclusão das obras das barragens de Pedreira, Duas Pontes e do Piraí, essenciais na ampliação da disponibilidade hídrica e para auxiliar o Sistema Cantareira em momentos críticos;

30) Construção de barragens municipais para que as prefeituras não dependam somente das calhas dos rios para o abastecimento da população.

 

 

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